As usinas

Chega de usina em Piraju! 


A Estância Turística de Piraju sofre o passivo ambiental deixado pela construção destes barramentos até os dias de hoje. O microclima da região mudou, a reprodução dos peixes nativos foi afetada, em alguns casos, pela falta de escada para a piracema dos peixes de águas lóticas (dourado, pacu, piapara, etc), proliferação de doenças transmitidas pela água, assoreamento do leito, ausência de mata ciliar, entre outras barbáries. 

Vejamos o que temos por aqui em se tratando de barramento:

UHE Jurumirim 

A barragem de Jurumirim banha 10 municípios, entre eles, Piraju, com acesso pela SP-261. Possui uma potência instalada de 98 MW. O início das obras foi em 1956 e a última máquina instalada foi em 1962. A bacia hidrográfica tem uma área de 17.800 km². A bacia é conhecida como Represa de Jurumirim. Tem uma descarga de 1.790 m³/s. 

A geração de energia elétrica é a sua principal finalidade, mas também é de uso múltiplo, ou seja, fornece água para o abastecimento público, lazer contemplativo e prática de esportes náuticos como a canoagem de velocidade, vela, remo e pesca esportiva. Além disso, tem propósito de acúmulo de água para fornecimento as demais usinas do rio Paranapanema (na ordem em direção ao rio Paraná): Xavantes, Salto Grande, Canoas II, Canoas I, Capivara, Taquaruçu e Rosana. Todas elas gerenciadas pela empresa americana Duke Energy. 



UHE Paranapanema 

A UHE Paranapanema teve as obras de sua barragem iniciadas em 1925 e na época era considerada uma usina de grande porte. Foi construída de forma a, ao longo do tempo, ter sua capacidade aumentada com o aproveitamento da vazão do rio Paranapanema. Inicialmente contava com a casa de máquinas da margem direita, com três máquinas de 2,5 MW, que foi totalmente destruída na enchente de 1983. A casa de máquinas da margem direita foi reconstruída entrando em operação em 1988 com 9,6 MW de capacidade. A casa de máquinas da margem esquerda foi construída e entrou em operação em 1957, sendo ampliada em 1970 com a adição de uma das primeiras escadas para peixes do Brasil. Em 1998 entrou em operação nova casa de máquinas na margem esquerda com 13,5 MW de capacidade, completando a instalação atual. O reservatório da usina Paranapanema abrange áreas urbanas e rurais do município de Piraju. 

UHE Piraju 

A usina hidrelétrica Piraju está distante cerca de 300 km da cidade de São Paulo. A 13ª usina da CBA começou a operar comercialmente em setembro de 2002. Com capacidade instalada de 80 MW, a Usina Piraju é composta por duas máquinas de 40 MW cada, que possibilitam uma produção média de 372 GWh/ano. A segunda unidade iniciou suas atividades em meados de outubro de 2002. 
Ela possui uma barragem de 38 m de altura, desde o ponto mais baixo da fundação, e 637 m de comprimento. Seu reservatório possui área de 12,75 km² e volume total acumulado de 105 milhões de m³. Opera com duas turbinas Klapan, de eixo vertical, e dois geradores. 

UHE Chavantes 

A usina Chavantes é um dos mais significativos aproveitamentos do Paranapanema, possuindo 414 MW de potência instalada. O início de sua construção aconteceu em 1959, e o primeiro grupo gerador começou as operações em 1970. O porte desta usina impressiona: a barragem, por exemplo, situada a 3 km abaixo da foz do rio Itararé, proporciona o armazenamento de 9,4 bilhões de metros cúbicos de água, o que permite a regularização de grande parte da vazão média do rio, evitando enchentes e assegurando irrigação a toda a região ribeirinha. É na usina Chavantes que está instalada a Vila Técnica, base de diversas equipes responsáveis pela manutenção e operação das usinas, condução de programas socioambientais e suporte administrativo e tecnológico. 

Então, amigos, estamos de SACO CHEIO de usinas em nosso território. Tanto PCH como hidrelétricas convencionais ou mesmo plataformas. Vamos proteger o que é nosso e já está sacramentado pelas leis existentes. Vamos em busca de outros meios para sobre sobrevivência de nosso povo, como, por exemplo, o desenvolvimento do turismo de base ambiental.



Estância Turística de Piraju é a cidade mais impactada por usinas hidrelétricas do Estado de São Paulo. Temos 7 Km de calha original do rio Paranapanema protegidos por leis e tombado como patrimônio histórico-cultural, paisagístico e ambiental da população pirajuense. 

Novamente, estamos sendo ameaçados por empresas que querem o barramento do rio e a destruição das corredeiras e dos nossos peixes nativos, como o Dourado e o Surubim do Paranapanema, que estão na lista dos animais em extinção do Estado de São Paulo e do Brasil. 

No trecho tombado, as corredeiras formam uma das mais importantes pistas para a prática da canoagem slalom do Brasil. Inclusive, durante muito tempo, atletas da Seleção Brasileira tiveram sua sede em Piraju para treinar em suas águas rápidas. Descendo, rio abaixo, temos o Parque Natural do Dourado, Unidade de Conservação de Proteção Integral, com remanescente de Mata Atlântica e sítios arqueológicos datados de mais de 8 mil anos. Então: Chega de usina em Piraju!